VULCA: Quer dizer "abrigo do sol" e faz uma analogia ao feminino de Vulcão, segundo o dicionário Aurélio: uma ameaça eminente contra a ordem social.
E foi assim que tudo começou...um lugar, uma ocasião, uma visita. Depois de ver Mirla Salem (Vocalista / da banda) apresentar seu trabalho solo em uma TV local, Mauro Morandin (baterista) foi até sua casa lhe fazer um convite: - Mirla vamos tocar juntos?
A partir daí eles nunca mais se separaram. Mirla com todas suas letras antagônicas, cujas poesias são inconfundíveis e Mauro com suas batidas e o rock'n'roll latente nas veias, temperado com toda a inspiração dos anos 80, deram origem ao que seria mais do que uma união de acordes, batidas e letras, seria o próprio vulcão em atividade.
Em meados de 2003 a banda possuía outra formação, um rock mais clássico e ainda imaturo. Foi apenas em 2006 que a banda se aventurou decidindo registrar o seu primeiro o trabalho, o que foi considerado como o primeiro ensaio de um cd que ainda iria dar o que falar. E foi este /primeiro/ trabalho que despertou o interesse de uma gravadora em São Paulo, lançando à eles o desafio de refazer os moldes antigos e transformar os instrumentais em roupas perfeitas para peculiaridade das melodias.
Os escolhidos para nova fase vulcânica foram Ruy (Guitarrista) e Ricardo “Magrello” (Baixista), que permanecem até os dias atuais. Em agosto de 2008, o Vulca lança o que seria a regravação deste álbum completamente reformulado. O álbum “Minha Vitrola”, tem obtido críticas positivas, regido pela musica de trabalho que é o seu homônimo. Considerado um hino feminista, esta musica foi composta sem muitas pretensões há 7 anos atrás, pela vocalista Mirla Salem, que não imaginava o impacto que este refrão causaria anos depois.
O trabalho de estréia da banda é uma completa miscelânea de idéias e valores, se transformando praticamente em uma experiência de vida. Uma mensagem tão forte e atual, não poderia deixar de se transformar em clipe, o trabalho tão diferente, e intrigante produzido e dirigido por Marluco Izidoro, tem sido presença constante na programação da MTV, fato que fez com que a banda conquista um lugar entre as novas promessas do rock nacional. O time vulcânico se completou recentemente após a entrada de um quinto elemento a banda, o guitarrista Andrezinho. Atualmente o Vulca se prepara para gravação de um novo vídeo-clipe, que por sua vez deve estrear nas telinhas logo, logo. Poucas são as bandas capazes de convencer o grande público e a opinião pública sobre o simples fato de ela ser naturalmente a essência verdadeira das infinitas mágicas do que traduz o rock’n’roll. Poucas, claro, dentre aquelas que por si só fazem nenhuma força para serem o que são: criadoras de grandes clássicos sonoros e idéias revolucionárias influenciadoras naqueles sedentos por liberdade de expressão e quebra de preconceitos praticados pelos mais ignorantes, como justificativa de manter viva tal cultura por entre as gerações.
Só entende quem namora palavras e sons impulsionadores de um sentimento por vezes esquecido, perdido no meio de multidões em igual situação, buscando formas de conter o crescimento exagerado da própria escassez coletiva de oportunidades para uma vida social digna. Que sentimento é esse? - o encontrado na energia de guitarras distorcidas e na firmeza das batidas do rock, que sustentam seu grito, em todos os sexos, nas mais variadas formas do sentimento de ter o real poder do vigor e da vivacidade questionadora. Tal poder é o da celebração do que manda a natureza quanto a enaltecer a beleza das coisas. Dentre as bandas que nada dizem, podemos encontrar, com certeza, nada mais que nada, sem querer menosprezar inocentes ou alguns que se esforçam em dizer algo honesto.
Mas, logicamente, se isso persegue, o nada de antes pode tornar-se, em frases ou palavras muito para alguém, ou tudo para o momento. Daí, adotar isso como conceito filosófico, dependerá do teor da procura de cada um e do encontro idealizado por cada um. Na quebra de paradigmas e na energia do rock estão as bandas mais significativas da história do rock. Sem medo de dizer o que pensam e o que todos sentem. “Minha vitrola” quebra antigos paradigmas com o convite a libertação, fazendo-nos valer e ouvir a própria voz interior que nos faz acreditar que somos capazes, pois realmente todos somos. Vulca é vulcão que promove mudanças apenas com palavras como as de “Minha vitrola” que faz pensar nas coisas que deixamos de fazer ou que querem que deixemos de fazer, por que, por quem?
Vulcão de lavas que destroem regiões com gente inocente ou palavras que fazem gente culpada se auto-questionar pra se arrepender e fazer nascer nos inocentes o desabrochar da coragem do tentar. Por isso todos devem estar receptivos a lavas-palavras lançadas pelo vulcão Vulca, apenas porque, na maioria das vezes, o tentar pode nos mostrar o caminho da frase: seja feliz!
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